E chegou o dia…
Libertadores da América.
Santos, de Cuca, Marinho e Soteldo, e Palmeiras, de Abel Ferreira, Gustavo Gomez, Rafael Veiga e Luiz Adriano, chegam a final do torneio mais importante do futebol sul americano neste sábado, 30 de janeiro, justamente, num dos maiores (em relevância) palcos do futebol mundial. O Estádio Municipal da Rua Eurico Rabelo, que, ainda inacabado, testemunhou, em 1950, junto a outros 199.854, a derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai na final da primeira Copa do Mundo em solo brasileiro, hoje, nem de longe, o palco da final se parece com aquele bom e velho Maracanã, que acomodou, nos idos da década 1960, perto de duzentos mil torcedores, para testemunhar um simples clássico do futebol carioca. Depois de três remodelações (1999-2000, 2005-2007, 2010-2013) o “reformado” Estádio Jornalista Mário Filho, comporta quase um terço dos torcedores que assistiram, in loco, o empate sem gols naquele Fla-Flu, de 15 de dezembro de 1963.
Curiosamente, o clássico paulista, em solo carioca, não terá público. Bom, na verdade, em tempos de pandemia, a Conmebol conseguiu a liberação de até 10% da capacidade atual do estádio, ou seja, a grande final do torneio continental poderá ser assistida, presencialmente, por, aproximadamente, 7.880 ilustres torcedores convidados. Aproveitando o ensejo da pandemia de Covid-19, a melancolia futebolística dessa temporada, salvo raríssimas exceções, vem chegando a seu final e demonstra tal qual seria (e vem sendo…) um espetáculo sem público. Triste, insosso, pobre e vazio. Uma pena, vez que uma grande final caseira, em jogo único, no maior templo do futebol brasileiro, com duas equipes de DNA ofensivo, merecia melhor sorte. Que vença o melhor!